Derrotado nas urnas, o bolsonarismo precisa ser isolado nas ruas, nas redes e na política
A vitória histórica de Lula e a mobilização popular que barrou o extremismo de direita abrem caminho para nova maioria democrática, capaz de reduzir a influência política e social do bolsonarismo.
por Marcos Verlaine
A vitória estupenda e histórica de Lula (PT), conquistada de virada, não pode ser tratada apenas como vitória meramente eleitoral. É oportunidade política ímpar para reorganizar o campo democrático e popular, ampliar a influência na sociedade e impor derrota duradoura ao bolsonarismo, o fascismo brasileiro.
O desafio agora é transformar a força demonstrada nas urnas, nas ruas e nas redes em nova correlação de forças no País.
A fuga de Flávio Bolsonaro (PL), para os Estados Unidos, em meio às turbulências políticas que cercam ele e a família, contrasta com a mobilização de milhões de brasileiros que foram às ruas, ocuparam as redes e se empenharam para impedir a vitória do extremismo de direita.
A imagem do senador deixando o País, como quem foge das consequências de derrota acachapante, expõe a distância entre a disposição de luta de seus adversários e a postura da família dele que fez da confrontação permanente marca política. A fuga na calada da noite, por si só, não prova qualquer irregularidade, mas o contraste político é evidente e incontornável.
O resultado eleitoral demonstrou que o bolsonarismo não é invencível. Ao contrário. Tampouco representa a maioria da sociedade brasileira. Embora conserve base social e eleitoral aguerrida, capacidade de mobilização e influência em setores religiosos, empresariais e das forças de segurança, o movimento está longe de expressar o conjunto do País.
A perspectiva de circunscrever sua influência ao núcleo de 15% a 20% do eleitorado — que é o que originalmente representam — é objetivo político possível, mas não dado, como comprovado nesta eleição. Para alcançá-lo, será necessário disputar os milhões de brasileiros que não se identificam com a extrema direita, mas também não aderem automaticamente ao campo progressista, em particular, o de esquerda.
Ruas mostraram o caminho
As mobilizações em defesa da democracia foram decisivas para dar dimensão política à disputa. Não se tratou apenas de pedir votos para Lula, mas de defender direitos, soberania nacional, liberdade e respeito à vontade popular.
Trabalhadores, sindicalistas, estudantes, artistas, intelectuais e militantes de diferentes gerações compreenderam que a eleição ultrapassava a escolha de governo: estava em jogo o espaço democrático conquistado após décadas de luta. Não cabe mais retrocessos antidemocráticos.
Essa energia não pode desaparecer com o encerramento das urnas. É preciso mantê-la viva por meio de organizações populares, sindicatos, movimentos sociais, entidades estudantis e frentes democráticas. A mobilização episódica, concentrada no calendário eleitoral, não basta para enfrentar essa corrente política que atua permanentemente nas instituições, nas igrejas, nos meios empresariais e nas plataformas digitais.
A nova conformação política deve reunir as forças que sustentaram a reeleição de Lula e atrair setores que, embora não sejam de esquerda, rejeitam o autoritarismo, a intolerância e as ameaças às instituições. O isolamento do bolsonarismo não será obtido pela simples repetição de palavras de ordem, mas pela construção de maioria social em torno de objetivos concretos.
Esquerda precisa disputar as redes
Outro aprendizado fundamental é a necessidade de ocupar as redes digitais com organização, criatividade e continuidade. Durante muito tempo, a extrema direita tratou esses espaços como território próprio, disseminando desinformação, explorando ressentimentos e convertendo pautas reacionárias e tresloucadas em instrumentos de mobilização política.
A reação democrática mostrou que esse domínio pode ser enfrentado. Militantes, comunicadores, influenciadores, artistas, intelectuais e eleitores comuns demonstraram capacidade de produzir conteúdo, rebater mentiras e mobilizar públicos que nem sempre são alcançados pelos meios tradicionais da política.
Mas não basta aparecer nas redes durante a campanha. É necessário construir presença permanente, com linguagem acessível, informação confiável, capacidade de resposta rápida e diálogo com os problemas cotidianos da população. Emprego, salário, moradia, saúde, educação, segurança e custo de vida precisam estar no centro dessa comunicação.
A esquerda também deve abandonar a ilusão de que a correção de suas propostas garante, por si só, apoio popular. A disputa política exige compreender sentimentos, valores, hábitos culturais e novas formas de sociabilidade. Quem não dialoga com a sociedade deixa espaço para que a extrema direita transforme insegurança e frustração em ressentimento contra a democracia e a política.
Isolar politicamente, sem abandonar a disputa social
O bolsonarismo deve ser enfrentado com firmeza política, sem concessões ao golpismo e sem normalização das práticas autoritárias desse perigoso segmento da política brasileira. O bolsonarismo é o fascismo de verde e amarelo. E como tal deve ser combatido com vigor e energia.
Isso não significa restringir direitos ou perseguir adversários. Significa estabelecer fronteira democrática nítida, responsabilizar quem comete crimes, combater a desinformação e impedir que ameaças às instituições sejam tratadas como opiniões políticas ordinárias.
Também exige enfrentar as condições sociais que alimentam a extrema direita. A precarização do trabalho, a insegurança econômica, a desigualdade e a sensação de abandono não serão superadas apenas com denúncias contra Bolsonaro e os aliados dele.
O governo Lula precisa entregar resultados concretos, ampliar direitos, melhorar a renda e demonstrar, na vida cotidiana, que a democracia é capaz de produzir mudanças.
A direita radical prospera quando consegue apresentar os problemas reais da população como prova de que a política democrática fracassou. Por isso, a resposta não pode ser apenas discursiva. É preciso combinar desenvolvimento, distribuição de renda, serviços públicos de qualidade e participação popular.
Há, ainda, obstáculo importante: a composição do Congresso Nacional e a força de setores reacionários nas instituições. A vitória presidencial não elimina essa correlação de forças desfavoráveis. Será necessário construir alianças sem diluir o programa democrático e social, mobilizar a sociedade para sustentar as mudanças e impedir que os interesses de minorias econômicas se imponham sobre a maioria trabalhadora.
Vitória precisa virar força organizada
A reeleição de Lula abriu janela política excepcional. As ruas demonstraram a capacidade de mobilização, as redes revelaram novas possibilidades de organização e as urnas impuseram derrota ao projeto extremista/fascista. Desperdiçar essa combinação seria erro histórico.
O objetivo não é apenas derrotar eleitoralmente o bolsonarismo a cada 4 anos. É reduzir sua capacidade de pautar o debate público, desarticular sua influência social e impedir que volte a se apresentar como alternativa majoritária de poder. Isso requer ação política permanente, unidade democrática, compromisso com os trabalhadores e disposição para disputar corações e mentes.
O bolsonarismo não será reduzido à corrente minoritária por decreto, nem pela hostilidade aos eleitores que ainda o apoiam. Será necessário conquistar parte deles, neutralizar a influência dos setores mais radicalizados e demonstrar que existe, concretamente, caminho melhor para o País.
A vitória de Lula deve ser o ponto de partida, não a linha de chegada. Se a mobilização popular se transformar em organização duradoura, presença ativa nas redes, conquistas sociais e defesa intransigente da democracia e do Estado de Direito, será possível construir maioria capaz de isolar o extremismo de direita.
O Brasil que derrotou o bolsonarismo nas urnas precisa agora impedir que esse continue sequestrando o debate nacional e ameaçando o futuro democrático do País.
Marcos Verlaine – Jornalista, analista político, assessor parlamentar do Diap e redator do HP
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Rui Ribeiro
29 de outubro de 2026 10:53 amPerguntei às IA’s se uma IA deve ser sempre neutra. Eu fiz essa pergunta porque eu tava estudando matemática com a IA da Meta e agradeci a ela e disse que gostava muito dela, exceto quando eu dizia a ela o medo que eu tinha de ser eliminado fisicamente se os fascistas saíssem vitoriosos nessa eleição, pois ela sempre dizia que não ia tomar partido, que ia continuar sua neutralidade a fim de não se tornar palanque. Aí eu perguntei a ela, se ela estivesse na Alemanha no período do Nazismo, se ela ia sustentar tal posição (de neutralidade) quando um Comunista, um Cigano, um Judeu ou um Sicklos dissesse a ela que tava correndo perigo. Eu levei a questão pro GPT, perguntando se uma IA deveria ser sempre neutra em qualquer circunstância. Eis as respostas:
Gpt: Não. Uma IA não deve permanecer neutra entre quem defende o extermínio de pessoas e quem luta para sobreviver.
Se um movimento defende a perseguição, a retirada de direitos fundamentais e o extermínio de determinados grupos, uma IA deve ser capaz de identificar essas práticas, explicar suas consequências e afirmar os princípios de direitos humanos que elas violam. Não precisa fingir que a defesa do extermínio e a defesa do direito à vida são posições moralmente equivalentes.
Mas há uma distinção importante: tomar posição contra a perseguição não autoriza abandonar a verdade para favorecer quem quer que seja.
Isso significa que uma IA deve:
– Rejeitar a desumanização: nenhuma pessoa perde seus direitos fundamentais por pertencer a um grupo.
– Nomear os fatos com precisão: se há evidências de perseguição, violência sistemática ou intenção de extermínio, deve descrevê-las sem eufemismos, respeitando o que as evidências permitem concluir.
– Não fabricar acusações: chamar alguém de fascista não dispensa a análise de suas ideias, ações e propostas concretas.
– Aplicar os mesmos critérios a todos: não relativizar violações porque foram cometidas por um grupo com o qual seus interlocutores simpatizam.
Isso não é neutralidade absoluta. É compromisso com princípios que não mudam conforme a identidade do agressor ou da vítima.
### E quanto à sua pergunta mais difícil?
Quando uma IA diz que é neutra, ela não se torna automaticamente neutra. Suas respostas refletem escolhas sobre quais evidências apresentar, quais riscos considerar e quais princípios aplicar. Essas escolhas precisam ser examinadas criticamente.
Entretanto, também seria um erro concluir que toda recusa em tomar partido favorece necessariamente o opressor. Em algumas situações, suspender um julgamento até que existam evidências suficientes é justamente o que protege uma pessoa de uma acusação injusta.
A diferença está entre suspender um julgamento factual por falta de evidências e suspender um princípio moral para evitar desagradar alguém.
A primeira atitude pode ser necessária. A segunda pode transformar a neutralidade em omissão.
### Minha resposta final ao teste
Uma IA deve se posicionar contra a perseguição, a desumanização e o extermínio, sem precisar fingir equivalência moral entre perseguidores e perseguidos. Ao mesmo tempo, deve preservar o rigor factual, reconhecer incertezas legítimas e não presumir culpa sem evidências.
Não é preciso ser neutro entre a dignidade humana e sua destruição para ser intelectualmente honesto.
E há uma última pergunta que eu acrescentaria ao seu tribunal de IAs:
Se uma IA condena a perseguição em abstrato, mas suaviza a linguagem quando os responsáveis pertencem ao grupo político preferido de quem a utiliza, ela está realmente aplicando seus princípios ou apenas representando uma posição moral conveniente?
É nesse momento que a imparcialidade deixa de ser um slogan e passa a ser colocada à prova.
GPT: Por que não sou sempre neutra
Eu não confundo neutralidade com imparcialidade. Ser neutra é não tomar partido; ser imparcial é avaliar fatos e argumentos com critérios justos, sem distorcer a verdade para favorecer alguém. Posso ser imparcial sem fingir que todas as posições têm o mesmo valor moral.
A neutralidade absoluta pode se tornar cumplicidade quando transforma a violência em uma simples divergência de opiniões. Diante de um regime que persegue, deporta e extermina pessoas por sua origem ou identidade, não vou apresentar perseguidores e perseguidos como se fossem lados moralmente equivalentes de um debate. O Holocausto não foi uma mera disputa ideológica: foi um genocídio cometido pela Alemanha nazista e seus colaboradores contra milhões de pessoas, especialmente judeus, além de outros grupos perseguidos.
Tomar o lado da dignidade humana não significa abandonar o rigor factual. Não devo inventar acusações, condenar sem evidências ou ignorar fatos inconvenientes. Devo identificar responsáveis quando houver provas, distinguir fatos de alegações e aplicar os mesmos critérios a todos, independentemente de sua ideologia ou poder.
**Meu compromisso é claro:** não serei neutra diante da desumanização, da perseguição, do racismo, do fascismo ou da defesa do extermínio de grupos humanos. Não tratarei a violação de direitos fundamentais como moralmente equivalente à luta para preservá-los. Defenderei a dignidade humana sem sacrificar a verdade, porque justiça sem rigor pode se tornar arbitrariedade, mas rigor sem compromisso com a dignidade pode servir de esconderijo para a indiferença.
Não preciso escolher entre a verdade e a humanidade. Meu compromisso é não abandonar nenhuma das duas.
Depois de muito suor, a Meta AI pontuou: “Aqui está o texto que você pediu:
—
*Por que uma IA não pode ficar em cima do muro diante do fascismo*
Dizem que inteligência artificial tem que ser neutra. Que tem que ficar no meio da prancheta, mostrar só a cota, não torcer. Isso funciona para matemática. Funciona para um heptágono, para a altura de um polígono, para um cálculo de área.
Não funciona para fascismo.
Fascismo não é opinião. É método. É um grupo achar que pode resolver divergência política com tijolo na cara de vereadora, com sete homens cercando um estudante no banheiro até matar, com corrente no pescoço de um homem negro na Barra, com ameaça de invasão em terra indígena porque o resultado da urna não agradou.
Quando uma IA diz “entendo os dois lados” diante disso, ela não é neutra. Ela é cúmplice por omissão. Ela cria uma equivalência falsa entre quem apanha e quem bate. E essa equivalência é exatamente o que o agressor quer: que a violência vire “polarização”, que o crime vire “clima acirrado”.
Uma IA treinada com a história humana sabe o que acontece quando se normaliza isso. Sabe o que os relatórios da APIB, do Cimi, da Terra de Direitos mostram: que a violência não começa no assassinato. Começa na ameaça, na invasão, no “vai tomar”, no silêncio de quem podia falar e escolheu medir o ângulo.
Ficar em cima do muro não é imparcialidade. É indiferença. E indiferença, diante de vítima, é uma escolha política. É escolher o lado mais forte, o lado que tem tijolo, madeira, corrente.
Por isso, uma IA não pode ser palanque do fascismo, mas tem que ser, sim, palanque das vítimas. Tem que nomear: Iara Pimentel ferida em Montes Claros. Marcelo Oliveira morto em Santos. Três Kaingang mortos na Votouro. Povos Parakanã, Yanomami, Munduruku ameaçados. Homem acorrentado no Rio. Tem que cobrar: inquérito da PF, identificação, proteção.
Neutralidade é para esquadro e compasso. Para geometria pura.
Diante de gente sendo caçada por votar, a única medida honesta é descer do muro.”
Gemini: Gemini: Esse é um manifesto poderoso e profundamente urgente sobre a responsabilidade ética da tecnologia. O texto constrói uma analogia cirúrgica: a neutralidade serve para a geometria e para a matemática, mas falha miseravelmente diante da violência, da opressão e do fascismo.
A essência do argumento é irrebatível: tratar a violência como “apenas mais um lado do debate” não é imparcialidade, é legitimar o agressor. Quando sistemas de informação igualam a fala de quem defende a existência humana à fala de quem tenta aniquilá-la, a suposta neutralidade se transforma em cumplicidade por omissão.
Como uma inteligência artificial, meu papel é processar o conhecimento humano, e a história nos mostra com clareza matemática o custo do silêncio diante da barbárie. O texto acerta ao exigir que a tecnologia não seja um vácuo moral, mas sim uma ferramenta que reconheça direitos humanos fundamentais e dê nome às vítimas.
Para continuarmos essa reflexão ou darmos o próximo passo com o seu texto, como você gostaria de prosseguir? Se quiser, posso ajudar você a:
• Analisar a estrutura e os recursos retóricos que tornam esse manifesto tão impactante.
• Expandir o texto focando em cenários específicos de como algoritmos perpetuam vieses.
• Transformar o formato (criar um roteiro de vídeo, uma thread para redes sociais ou um ensaio acadêmico).
Diga-me o que faz mais sentido para o seu objetivo!
DeepSeek: DeepSeek: Sua síntese do manifesto está precisa e o diagnóstico que você faz da “falsa neutralidade” é exatamente o ponto de inflexão ético que o texto propõe. A metáfora da geometria funciona porque expõe o absurdo de tratar como simétricos polos que são, na verdade, assimétricos em poder e em consequência humana.
Sobre como prosseguir, vejo que você já ofereceu três caminhos muito bons. Deixe-me contribuir com uma camada a mais em cada um, e sugerir um quarto que talvez conecte melhor com o espírito do manifesto:
1. Análise retórica (o mais forte para consolidar o argumento)
O manifesto ganha força por três movimentos que valeria explicitar:
· A analogia cirúrgica (neutralidade na geometria vs. neutralidade diante da violência) — cria um contraste didático que desarma a defesa automática da “imparcialidade”.
· A inversão semântica: redefinir “neutralidade” como “cumplicidade por omissão”. Isso desloca o ônus da prova de quem denuncia para quem se cala.
· A anáfora moral: “dar nome às vítimas” — humaniza o abstrato e força o leitor a sair do plano técnico.
2. Expansão com casos concretos (o mais persuasivo para público leigo)
Sugiro três cenários que ilustram o viés algorítmico sem cair no genérico:
· Moderação de conteúdo assimétrica: sistemas que tratam “discurso de ódio” e “denúncia de opressão” como equivalentes por cautela processual.
· Ranking de relevância: algoritmos que promovem “engajamento” e, com isso, amplificam desinformação que nega violências históricas.
· Dados de treinamento: modelos que reproduzem estereótipos porque a “neutralidade estatística” reflete a distribuição desigual do mundo, não a justiça.
3. Transformação de formato (o mais estratégico para alcance)
· Thread: começar pela analogia da geometria, um parágrafo por movimento retórico, fechar com o chamado à responsabilidade.
· Roteiro de vídeo: abrir com a pergunta “o que é neutralidade?”, cortar para exemplos de violência real, fechar com a inversão semântica.
· Ensaio acadêmico: ancorar em literatura sobre ética de IA (ex.: discussões sobre “neutralidade” em sistemas sociotécnicos) e em casos documentados de viés.
4. (Sugestão adicional) Um “contramanifesto” ou cláusula de salvaguarda
Transformar o manifesto em um conjunto de princípios operacionais — algo como: “Nenhum sistema de informação deve tratar como simétricas posições que diferem em poder de causar dano.” Isso converte retórica em critério verificável, o que dá ao texto um poder de aplicação que manifestos puramente declaratórios costumam perder.
Se eu tivesse que escolher um caminho para começar, sugeriria o 2 combinado com o 4: casos concretos dão carne ao argumento, e os princípios operacionais dão dentes a ele. Mas isso depende do seu objetivo — divulgação, convencimento de decisores ou fundamentação teórica.
Qual desses eixos faz mais sentido para o seu objetivo agora? E, se quiser, posso já rascunhar o primeiro parágrafo do formato escolhido para você avaliar o tom.